Eu tenho endometriose e também tenho a Helena

05:46



Zapeando os canais num dia qualquer, assisti uma campanha do Ministério da Saúde alertando sobre os sintomas da endometriose. Já tinha ouvido falar da doença, mas não sabia quais eram os sintomas e nem que ela poderia atingir mulheres novas. A propaganda dizia que se a mulher sentisse dores ao evacuar ou fazer xixi durante o período menstrual deveria conversar com o ginecologista.  – “Ué, esses sintomas não são normais durante o ciclo”, pensei.

Foi por meio de um exame de ressonância magnética que o diagnóstico veio, alguns espessamentos nas paredes das trompas e, mais tarde, descobri que havia também próximo ao intestino. Eu tenho endometriose, um desajuste ginecológico que é caracterizado pela presença de células do endométrio em outras partes de outros órgãos.

Com o diagnóstico, veio o medo. Medo da única coisa que eu sabia sobre endometriose – “não vou engravidar”.  Eu tinha 20 anos, casaria no ano seguinte.



Em endometriose em estágio inicial o tratamento costuma ser a suspensão da menstruação, e assim foi feito nos quase seis anos seguintes. Mesmo com esse controle, não era garantido que eu não teria dificuldades para engravidar, eu só saberia se o tratamento havia sido suficiente, na hora das tentativas.


Se deu tudo certo? Bem, hoje tô aqui escrevendo rápido esse texto, enquanto certa pessoinha está dormindo (sabe deus até que horas).  Foram quatro meses de tentativas, uma gestação tranquila e uma bebê a termo, ou seja, não prematura.

Com esse relato eu quero dividir com as mulheres a mesma informação que eu tive e que contribuiu para que hoje, eu tenha o meu sonho nos braços. A endometriose não é certeza de infertilidade, procure seu médico.

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